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    Ensaios de Frédéric Bastiat

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    Ensaios de Frédéric Bastiat

    Mensagem por Kusanagi em Qui Set 29, 2011 2:01 pm

    Como estou há mais de um ano sem atualizar meu blog (pra quem não sabe, o globo que aparece em baixo do meu avatar é um link pro meu blog), e como até eu atualizar ainda quero desenvolver algumas coisas antes de postar isto, resolvi adiantar a vocês. O texto é sobre economia, mas eu classificaria como um texto de lógica. Lógica que, infelizmente, falta à maioria das pessoas, que preferem olhar o lado bonitinho (ou triste) aparente das coisas, sem olhar o lado triste (ou bom) oculto delas, e preferem mascarar com conceitos bonitos como "altruísmo" e "solidariedade" do que enxergar a verdade que está por trás dos fatos.

    Na verdade não é um texto, são 12 ensaios sobre economia política que mostram pela lógica como e por que todos os governos sempre fizeram merda (sim, isso não é exclusividade do Brasil não!), e por que o povo sempre gosta das merdas que os governos fazem. A lógica é a mesma que leva pessoas a acharem muito bonitos os programas sociais do governo (sem pensarem que esses sairão do seu bolso), mas elas não tiram um centavo do bolso pra doar a instituições que fazem trabalhos sociais. Leiam pelo menos o primeiro ensaio que já trabalha bem os conceitos, quem tiver interesse ou paciência, leia todos.

    Introdução:

    O que se vê e o que não se vê

    Na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não geram somente um efeito, mas uma série de efeitos. Dentre esses, só o primeiro é imediato. Manifesta-se simultaneamente com a sua causa. É visível. Os outros só aparecem depois e não são visíveis. Podemo-nos dar por felizes se conseguirmos prevê-los.
    Entre um bom e um mau economista existe uma diferença: um se detém no efeito que se vê; o outro leva em conta tanto o efeito que se vê quanto aqueles que se devem prever.

    E essa diferença é enorme, pois o que acontece quase sempre é que, quando a consequência imediata é favorável, as consequências posteriores são funestas e vice-versa. Daí se conclui que o mau economista, ao perseguir um pequeno benefício no presente, está gerando um grande mal no futuro. Já o verdadeiro bom economista, ao perseguir um grande benefício no futuro, corre o risco de provocar um pequeno mal no presente.

    De resto, o mesmo acontece no campo da saúde e da moral. Frequentemente, quanto mais doce for o primeiro fruto de um hábito, tanto mais amargos serão os outros. Testemunham isso, por exemplo, o vício, a preguiça, a prodigalidade. Assim, quando um homem é atingido pelo efeito do que se vê e ainda não aprendeu a discernir os efeitos que não se veem, ele se entrega a hábitos maus, não somente por inclinação, mas por uma atitude deliberada.

    Isso explica a evolução fatalmente dolorosa da humanidade. A humanidade se caracteriza, em seus primórdios, pela presença da ignorância. Logo, está limitada às consequências imediatas de seus primeiros atos, as únicas que, originalmente, consegue enxergar. Só com o passar do tempo é que aprende a levar em conta as outras consequências. Dois mestres bem diferentes lhe ensinam esta lição: a experiência e a previsão. A experiência atua eficazmente, mas de modo brutal. Mostra-nos todos os efeitos de um ato, fazendo-nos senti-los: por nos queimarmos, aprendemos que o fogo queima. Seria bom se nos fosse possível substituir esse rude mestre por um mais delicado: a previdência. Por isso, buscarei a seguir as consequências de alguns fenômenos econômicos, opondo às que são visíveis àquelas que não se veem.

    Clique para ler os ensaios.

    Sobre o autor.

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    Re: Ensaios de Frédéric Bastiat

    Mensagem por HardDisk em Qui Set 29, 2011 2:40 pm

    Eu li até o capítulo 3, vale a pena, mas tenho que ir pra aula agora.

    Deixo o último parágrafo do capítulo 3 como presente:


    Meu Deus! Como é difícil provar, em economia política, que dois e dois são quatro. E se você conseguir, exclama-se: "É tão claro que chega a ser chato". Depois se vota como se você não tivesse provado absolutamente nada.
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